| Divulgação | Globo |
• Por Alisson Santos
Na madrugada desta sexta-feira (3), os Estados Unidos afirmaram ter realizado uma operação militar de larga escala em território venezuelano que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. O anúncio foi feito pelo presidente americano Donald Trump, poucas horas após moradores de Caracas relatarem explosões, apagões e intensa movimentação aérea na capital do país.
Segundo Trump, Maduro teria sido detido e retirado da Venezuela sob custódia americana, após ataques considerados “cirúrgicos” contra alvos estratégicos. Até o momento, Washington não informou onde o líder venezuelano está sendo mantido, nem quais serão os próximos passos legais do caso.
Relatos de jornalistas e agências internacionais apontam que explosões foram ouvidas em diferentes regiões de Caracas, acompanhadas por voos rasantes de aeronaves militares. Em algumas áreas, houve interrupção no fornecimento de energia elétrica, aumentando o clima de pânico entre a população durante a madrugada. Embora o governo americano ainda não tenha divulgado detalhes operacionais, Trump descreveu a ação como um sucesso total e prometeu novas declarações oficiais ao longo do dia.
O governo da Venezuela reagiu duramente, classificando a operação como uma “agressão militar criminosa” e uma violação direta da soberania nacional. Autoridades venezuelanas afirmaram que não reconhecem a legitimidade da ação e exigiram provas concretas de que Maduro e sua esposa estão vivos. Também foi anunciado um estado de alerta máximo, com pedidos de mobilização popular e reforço da segurança em prédios públicos.
A captura de Maduro provocou forte repercussão internacional. Países aliados da Venezuela, como Rússia e Cuba, condenaram a ação, chamando-a de ilegal e perigosa para a estabilidade regional. Moscou falou em “precedente gravíssimo”, enquanto Havana classificou a operação como “terrorismo de Estado”.
Na América do Sul, a Colômbia reforçou tropas na fronteira, temendo uma nova onda de refugiados, e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. Já o presidente da Argentina, Javier Milei, declarou apoio à ação americana e comemorou publicamente a captura de Maduro. Organizações internacionais e líderes europeus demonstraram preocupação com a legalidade da operação e com o risco de escalada militar no continente.
O governo dos Estados Unidos vinha intensificando a pressão contra Maduro nos últimos anos, acusando-o de narcotráfico, corrupção e ligação com organizações criminosas internacionais, incluindo o chamado "Cartel de los Soles". Maduro já era alvo de mandados de prisão e recompensas milionárias oferecidas por Washington por informações que levassem à sua captura. Segundo autoridades americanas, a operação teria como objetivo levar o líder venezuelano à justiça em solo americano, sob acusações criminais já existentes.
Comentários
Postar um comentário