Claudio Borrelli reúne Ethan Hawke e Orlando Bloom em thriller na Amazônia apresentado no EFM Berlim 2026
| Divulgação | MDH Entretenimento |
• Por Alisson Santos
Diretamente do European Film Market (EFM) de Berlim 2026, chega uma das notícias mais comentadas pelos profissionais do cinema e da indústria audiovisual; The Last of the Tribe, o novo filme do diretor brasileiro Claudio Borrelli — conhecido por seu trabalho em Urubus — está sendo apresentado como um dos projetos internacionais mais ambiciosos da temporada. A coprodução Brasil-EUA reuniu um elenco de peso, incluindo os astros Ethan Hawke e Orlando Bloom, ao lado da atriz e ativista indígena Zaya Guarani, em uma trama que promete misturar ação, drama e reflexão social em uma narrativa ambientada no coração da Floresta Amazônica.
O roteiro segue William Phelan, um ex-policial de Chicago transformado em mercenário, enviado para um território desconhecido e hostil com uma missão que desafia sua própria humanidade. Encarregado de localizar — e eliminar — o que seria o último membro sobrevivente de uma tribo indígena isolada e sem contato com o mundo exterior, Phelan se vê confrontado com um dilema moral profundo. À medida que a expedição avança pelas selvas úmidas e traiçoeiras, a missão de caça se transforma em uma jornada interna; confrontado pelos horrores de seu passado e pela intensidade cultural do ambiente que invade, o mercenário recebe a chance de salvar uma vida e, talvez, resgatar sua própria alma.
A presença de Ethan Hawke — ator indicado ao Oscar várias vezes — garante ao projeto um protagonismo que ultrapassa o simples thriller de ação, focando nas cicatrizes e conflitos de um homem que carrega peso demais para o coração. Orlando Bloom, conhecido por papéis icônicos em franquias globais, amplia ainda mais o alcance internacional da produção, sinalizando que The Last of the Tribe mira tanto o público de arte quanto o de grande audiência. Já Zaya Guarani, além de protagonizar momentos importantes da narrativa, traz uma voz autêntica e necessária, inspirada no contexto real das lutas indígenas pela preservação de suas terras e culturas frente às pressões externas.
Além da trama intensa e da ambientação cinematográfica na Amazônia — um cenário que tem sido cada vez mais explorado tanto pelo cinema quanto por discussões globais sobre meio ambiente e direitos indígenas — o filme surge como um debate sobre identidade, culpa, redenção e os impactos do colonialismo e da exploração. Ao mostrar um personagem que chega como caçador e acaba questionando seu papel no mundo, The Last of the Tribe promete ir além das convenções do gênero, explorando também questões éticas profundas que ressoam com os desafios atuais do planeta e suas populações mais vulneráveis.
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