Edward Berger, de 'Conclave', vai dirigir 'Stradivarius', drama da Netflix sobre rivalidade e obsessão de violinos na Itália do século XVIII

Divulgação | MDH Entretenimento

• Por Alisson Santos 

Edward Berger, o cineasta por trás do aclamado Conclave e do épico da Primeira Guerra Mundial Nada de Novo no Front, vai dirigir um novo filme original para a Netflix intitulado Stradivarius, com roteiro assinado pelo vencedor do Tony Award Itamar Moses. A produção, que já está em desenvolvimento e resulta da venda do pitch do próprio Moses à Netflix, é uma aposta ambiciosa em um drama histórico ambientado no norte da Itália do século XVIII, período em que o ofício de luthier alcançou níveis de perfeição e misticismo incomparáveis.

No centro da narrativa estão dois dos melhores fabricantes de violino do mundo — artesãos obsessivos em busca do instrumento perfeito — cujo talento, rivalidade e paixão pela música se entrelaçam em um duelo tanto técnico quanto existencial. A trama promete explorar não apenas a jornada criativa desses luthiers, mas também as tensões sociais e culturais da época, quando a música e os instrumentos que a produziam eram símbolos de prestígio, influência e inovação artística. 

Itamar Moses traz para o projeto uma bagagem singular. Além de roteirista em séries como The Affair e Boardwalk Empire: O Império do Contrabando, ele é reconhecido no teatro por trabalhos como o musical The Band’s Visit, pelo qual recebeu o Tony, e por outras obras aclamadas que transitam entre Broadway e televisão. Essa experiência promete dar ao texto de Stradivarius uma densidade dramática e uma sensibilidade narrativa que elevam o filme além de um simples conflito histórico. 

Berger, por sua vez, chega ao projeto com o prestígio de quem conquistou múltiplas indicações ao Oscar — Conclave sozinho obteve oito nomeações — e de quem se consolidou como um diretor capaz de traduzir grandes cenários históricos em histórias humanas envolventes. Sua parceria com a Netflix já rendeu frutos anteriores e, em Stradivarius, ele terá a oportunidade de mergulhar no universo da música clássica e da arte da luteria, um tema rico em detalhes sensoriais, conflitos internos e ambições artísticas. 

A escolha de situar a história na Itália do século XVIII dialoga com o legado real de Antonio Stradivari, cujos violinos se tornaram sinônimo de excelência e cujas criações ainda hoje são reverenciadas como algumas das mais valiosas no mundo da música clássica, frequentemente alcançando leilões milionários e despertando fascínio por sua sonoridade única e mistérios artesanais. 

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