'O Mandaloriano e Grogu' sofre queda histórica nas bilheterias e pode marcar desempenho negativo inédito para Star Wars
| Divulgação | Lucasfilm |
• Por Alisson Santos
Após uma estreia baixa, O Mandaloriano e Grogu começa a enfrentar uma realidade preocupante nas bilheterias. O novo longa do universo Star Wars registrou a maior queda de segundo fim de semana da história da franquia nos Estados Unidos, levantando dúvidas sobre o verdadeiro alcance da marca nos cinemas atualmente.
O filme arrecadou US$ 25 milhões em seu segundo fim de semana no mercado norte-americano, uma queda pesada de 69,4% em relação à estreia. O desempenho supera negativamente até mesmo Han Solo: Uma História Star Wars, que até então carregava o recorde de pior retração para um filme live-action da saga, com queda de 65,2%.
O cenário se torna ainda mais delicado pelo contexto competitivo. O Mandaloriano e Grogu caiu para a terceira posição nas bilheterias dos EUA, ficando atrás dos fenômenos do terror Obsessão e Backrooms: Um Não-Lugar. Até o momento, o longa acumula US$ 137,4 milhões nos Estados Unidos e existe a possibilidade real de se tornar o primeiro filme live-action de Star Wars a não ultrapassar a marca de US$ 200 milhões no mercado doméstico — algo impensável para a franquia há alguns anos.
No mercado internacional, o desempenho também preocupa. O longa arrecadou US$ 27,8 milhões em seu segundo fim de semana fora dos EUA, registrando queda de 59,7%. O acumulado internacional chegou a US$ 109,2 milhões em 53 mercados, ficando atrás novamente de Han Solo no mesmo período.
Somando os resultados globais, O Mandaloriano e Grogu alcançou US$ 246,6 milhões mundialmente. Apesar de ter ultrapassado a barreira dos US$ 200 milhões globais, os números ainda estão abaixo das expectativas para uma produção da franquia Star Wars, especialmente considerando seu orçamento estimado em US$ 165 milhões.
As projeções atuais apontam para um encerramento entre US$ 335 milhões e US$ 365 milhões mundialmente, resultado considerado baixo para os padrões da saga e que pode reacender debates sobre o desgaste da marca nos cinemas após anos focada principalmente em produções para streaming.
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