Crítica | (Des)controle - Chega não apenas para contar uma história, mas também para conscientizar e acalmar o coração daqueles que necessitam de ajuda, mostrando que há uma luz no fim do túnel.
| Divulgação | Migdal Filmes |
• Por William Silva
Neste filme, cada uma de suas cenas, por mais simples que pareça, é abordada de forma visceral e, ao mesmo tempo, delicada, fazendo com que o roteiro evolua gradativamente de algo aparentemente simples para algo cada vez mais complexo ao retratar a vida de Kátia (Carolina Dieckmann), que, por conta de um simples vinho, ela acaba se tornando uma pessoa irreconhecível aos olhos de sua família, virando sua própria vida de cabeça para baixo. Essa construção consegue mostrar como algo aparentemente inofensivo para uns pode se tornar um problema grave para outros.
Mas essa evolução, no entanto, não seria possível sem o elenco, no qual todos acabam tendo sua importância. Como principal, Carolina Dieckmann consegue roubar a cena ao entregar uma atuação dupla por interpretar Kátia e Vânia — sendo Kátia uma personagem frágil e vulnerável, enquanto Vânia é criada para representar o vício em pessoa. O elenco de apoio, utilizado de forma sutil, porém precisa, também contribui de maneira significativa para a nossa imersão na história. Juntos, conseguem trazer à tona uma ampla gama de emoções, como alegria, tristeza e raiva, mantendo o espectador envolvido do início ao fim.
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E, falando em imersão, a montagem (edição) do filme claramente não é por acaso. Ela consegue nos transportar para a mente de Kátia durante seus momentos de embriaguez, quando acaba se transformando em Vânia. Sem recorrer a cortes bruscos, o longa aposta em uma fluidez constante, permitindo que o público sinta essa transição de embriaguez para lucidez sem estranhamento ou quebras narrativas.
(Des)controle pode não ser uma grande produção Hollywoodiana, mas, dentro do que se propõe a mostrar, e com uma evolução gradual que engloba tudo sem deixar pontas soltas, consegue entreter e conscientizar ao mesmo tempo, reforçando a importância de cuidar da saúde, buscar apoio em quem realmente quer o nosso bem e focar no processo de cura pessoal.
O filme estreia em 5 de fevereiro nos cinemas.
Avaliação - 8/10
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