'Cartas para um Tempo que Não é Agora' estreia em maio com proposta que mistura teatro, podcast e performance ao vivo

Luaa Gabanini e Eugênio Lima Foto: Sérgio Silva

• Por Alisson Santos 

Um espetáculo que nasce da escuta, da memória e da urgência do presente. Assim pode ser definido Cartas para um Tempo que Não é Agora, nova criação do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, que estreia no dia 08 de maio no Instituto Capobianco, encerrando um intenso processo de residência artística.

A obra chega com uma proposta pouco convencional; uma "peça-podcast", formato híbrido que mistura elementos do teatro, da oralidade e da experiência sonora, criando uma ponte direta entre palco e público. Mais do que uma encenação tradicional, o espetáculo se constrói como um espaço vivo de troca, onde cada apresentação carrega uma identidade própria.

O projeto parte de um mergulho profundo nos quase 26 anos de trajetória do Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, reconhecido por sua pesquisa contínua e pela forte ligação com a cultura urbana e a palavra falada. A partir desse acervo, o grupo constrói um diálogo entre passado, presente e futuro, propondo reflexões sobre o tempo em que vivemos — e sobre aquele que ainda está por vir.

Ao longo de 24 encontros, a montagem contará com a participação de nomes importantes de diferentes áreas da cultura e das artes. Entre eles estão o escritor Marcelino Freire, a cantora Ellen Oléria, a dramaturga Ave Terrena, o ator Celso Frateschi, a atriz Sandra Nanaya, a jornalista Bianca Santana e o rapper Xis.

Divulgação | Sérgio Silva

Cada convidado participa a partir de uma provocação; escrever uma carta destinada a um tempo que ainda não chegou. Esses textos, encomendados previamente pelo Núcleo, são apresentados em cena — seja por meio da leitura ou da performance — criando momentos únicos e íntimos a cada sessão.

Um dos elementos mais instigantes da proposta é o fator surpresa. Os nomes dos participantes não são divulgados antecipadamente, sendo revelados apenas no início de cada apresentação. Essa escolha reforça o caráter efêmero e imprevisível do espetáculo, convidando o público a se abrir para o desconhecido.

A temporada segue até o dia 28 de junho e marca o encerramento da ocupação do grupo no Instituto Capobianco. Antes da estreia oficial, o público terá a chance de acompanhar dois ensaios abertos e gratuitos, nos dias 1º e 2 de maio.

Além das apresentações, a programação se expande para outras atividades formativas, como oficinas, rodas de conversa, mostra de filmes e o ZAP! SLAM, ampliando o diálogo com a comunidade e reforçando o compromisso do Núcleo com a formação e a troca artística.

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