'A Última Cachorra': drama distópico em um mundo onde os cães foram extintos chama atenção no EFM de Berlim 2026
| Divulgação | MDH Entretenimento |
• Por Alisson Santos
Direto do European Film Market (EFM), em Berlim, o projeto brasileiro A Última Cachorra começou a se destacar entre produtores e profissionais da indústria como um dos títulos mais promissores do mercado. Previsto para ser estrelado por Carol Duarte, o longa marca a estreia de Nina Kopko na direção de um filme de ficção e aposta em uma premissa forte; trata-se de um drama distópico ambientado em um futuro onde não existem mais cachorros.
Na trama, acompanhamos Luana, uma motorista de aplicativo desiludida que vive em uma sociedade fria e emocionalmente devastada, onde a extinção dos cães parece ter levado junto algo essencial da humanidade. À beira do limite, ela está a apenas uma corrida de conseguir o dinheiro necessário para pagar pelo suicídio que planejou por tanto tempo. O que deveria ser apenas mais uma viagem comum, no entanto, vira um ponto de ruptura quando seu último passageiro entra no carro carregando um segredo na mala; uma cachorra viva chamada Laika, algo impossível naquele mundo.
A partir desse encontro, A Última Cachorra se desenha como uma narrativa que usa a ausência dos cães — e o impacto simbólico disso — para discutir solidão, desesperança, esgotamento e a perda de vínculos afetivos em uma sociedade em colapso. Ao colocar uma mulher decidida a desistir da própria vida diante da possibilidade concreta de que ainda existe algo puro para proteger, o filme promete um drama intenso, íntimo e emocionalmente devastador.
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