As entidades dos Backrooms; quem são as criaturas que habitam o universo mais perturbador da internet?
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• Por Alisson Santos
Desde que os Backrooms se transformaram em um fenômeno global do horror digital, uma das partes mais assustadoras dessa mitologia passou a ser justamente aquilo que quase nunca aparece por completo; as entidades.
Dentro do universo dos Backrooms, “entidade” é o nome dado a qualquer forma de vida encontrada nos níveis desse labirinto infinito. Algumas são agressivas. Outras apenas observam. E existem até criaturas cuja existência nunca foi totalmente confirmada.
O medo em torno delas nasce da imprevisibilidade. Nos Backrooms, sobreviver não depende apenas de encontrar comida ou uma saída, mas também de entender o comportamento das criaturas espalhadas pelos corredores, hotéis, túneis e cidades vazias dessa dimensão.
O QUE SÃO AS ENTIDADES?
As entidades fazem parte da construção colaborativa da mitologia dos Backrooms criada em fóruns, wikis e comunidades de horror online.
Cada nível possui suas próprias ameaças, e muitas entidades se adaptam ao ambiente em que vivem. Algumas habitam locais específicos, enquanto outras podem surgir em diferentes áreas do labirinto.
Grande parte dessas criaturas possui aparência distorcida ou humanoide, reforçando a sensação de estranheza típica dos espaços liminares — lugares familiares que parecem errado.
SMILERS
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Entre as entidades mais famosas estão os Smilers. Eles costumam surgir em áreas completamente escuras, sendo identificados apenas pelos olhos brilhantes e pelos sorrisos enormes flutuando no vazio. A principal característica dessas criaturas é observar silenciosamente suas vítimas antes de atacar.
Dentro da comunidade dos Backrooms, existe até uma “regra” popular; se você encontrar um Smiler, jamais demonstre medo. A criatura se tornou um dos símbolos visuais mais conhecidos da mitologia justamente por explorar um medo extremamente simples; enxergar um rosto sorrindo no escuro.
FACELINGS
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Os Facelings são entidades humanoides que lembram pessoas comuns, mas sem rosto. Eles costumam aparecer em níveis que simulam cidades, hotéis ou ambientes residenciais. Apesar da aparência perturbadora, muitos relatos dentro da mitologia afirmam que essas criaturas normalmente não são agressivas. O desconforto causado pelos Facelings vem da sensação de “vale da estranheza”; eles parecem humanos o suficiente para serem reconhecidos, mas errados o bastante para gerar medo imediato.
SKIN-STEALERS
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Poucas entidades são tão violentas quanto os Skin-Stealers. Essas criaturas são conhecidas por literalmente remover a pele de suas vítimas para tentar se disfarçar como humanos. O problema é que a imitação nunca funciona perfeitamente. Movimentos estranhos, expressões artificiais e comportamento incomum costumam denunciar a presença dessas entidades antes do ataque. Nos Backrooms, encontrar alguém “normal” nem sempre significa estar seguro.
HOUNDS
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Os Hounds funcionam como caçadores. Com aparência deformada e comportamento extremamente agressivo, eles perseguem qualquer pessoa que faça muito barulho ou demonstre vulnerabilidade. São rápidos, violentos e frequentemente associados aos níveis mais perigosos. Em muitos relatos da comunidade, sobreviver a um encontro com um Hound depende apenas de conseguir fugir antes que ele perceba sua presença.
PARTYGOERS
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Talvez as entidades mais famosas da internet atualmente. Os Partygoers possuem corpos amarelos, rostos desenhados como emojis sorridentes e vivem tentando atrair pessoas para “festas”. A aparência infantil contrasta com o comportamento extremamente perturbador, tornando a criatura ainda mais assustadora.
THE ENTITY
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Uma presença misteriosa citada em relatos antigos dos Backrooms. Muitos acreditam que seja uma criatura invisível ou uma consciência que controla certos níveis. O medo dela vem justamente da falta de informações concretas.
DEATHMOTHS
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Mariposas gigantes extremamente perigosas que habitam áreas escuras e úmidas dos Backrooms. Algumas versões dizem que existem variantes masculinas e femininas, com níveis diferentes de agressividade.
CLUMPS
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Os Clumps são massas grotescas formadas por vários corpos humanos unidos de maneira deformada. Costumam se mover lentamente pelos corredores enquanto emitem sons estranhos. São considerados algumas das criaturas visualmente mais perturbadoras dos Backrooms.
DULLERS
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Criaturas humanoides extremamente altas e magras, conhecidas por ficarem imóveis observando pessoas à distância antes de se aproximarem silenciosamente. O comportamento lento e imprevisível delas cria um terror psicológico enorme.
WINDOWS
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Uma entidade incomum que aparece em janelas falsas nos níveis dos Backrooms. Muitas vítimas relatam ver “pessoas” observando do outro lado do vidro. Algumas versões dizem que olhar diretamente para elas por muito tempo pode enlouquecer alguém.
BACTERIA
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Uma criatura inspirada na série de vídeos de Kane Parsons. Ela possui aparência distorcida, membros alongados e movimentos extremamente estranhos. Foi uma das entidades que ajudaram a popularizar os Backrooms para o grande público moderno.
SKIN-GIVERS
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Diferente dos Skin-Stealers, essas entidades supostamente oferecem “ajuda” aos humanos. Porém, o comportamento estranho delas torna impossível saber se realmente são amigáveis. Grande parte do horror dos Backrooms vem justamente dessa ambiguidade.
O MEDO DO DESCONHECIDO
Apesar da popularidade dessas criaturas, o verdadeiro terror dos Backrooms está justamente no fato de que nem tudo pode ser explicado. Diferente de franquias tradicionais de terror, os Backrooms não possuem um único criador responsável por toda sua mitologia. O conceito surgiu em 2019 a partir de uma imagem publicada em fóruns online mostrando um escritório vazio de paredes amarelas, acompanhado da ideia de que alguém poderia “escapar da realidade” e cair nesse lugar infinito. A partir dali, milhares de pessoas começaram a expandir o universo coletivamente.
Os níveis, entidades, regras e relatos foram criados por diferentes usuários em comunidades, fóruns e wikis colaborativas. Isso significa que muitas criaturas possuem origens diferentes e até versões contraditórias dependendo da comunidade em que aparecem.
Essa construção coletiva transformou os Backrooms em uma espécie de “creepypasta infinita”, onde qualquer pessoa pode criar novos níveis, monstros, documentos, teorias e histórias de sobrevivência.
Os vídeos de Kane Parsons, diretor do filme, ajudaram ainda mais a popularizar o universo ao apresentar uma abordagem mais cinematográfica e realista da mitologia, mas sem necessariamente seguir todas as regras criadas pelas comunidades online.
Matéria super completa.
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