Novíssimo Edgar e Wagner Antônio estreiam 'URUTAU' e inauguram programa de residências artísticas no Instituto Capobianco

Divulgação | Helena Wolfenson

• Por Alisson Santos 

A partir de 7 de agosto, o Instituto Capobianco dá início a uma nova fase de sua programação cultural com a estreia de VÉRTICE, programa anual de residências artísticas voltado à criação de obras inéditas que cruzam música, teatro, performance, artes visuais e tecnologia. A abertura do projeto será marcada por URUTAU, performance concebida por Novíssimo Edgar e Wagner Antônio, em cartaz até 30 de agosto, no Centro Histórico de São Paulo.

Idealizada especialmente para o espaço do Instituto, a obra propõe uma experiência imersiva em que som, luz e presença cênica se tornam elementos indissociáveis. A performance acontece dentro de uma instalação luminosa e parte de uma pesquisa sonora que reúne referências de cantos indígenas, hip hop, reggae, blues, música experimental e poesia falada, dissolvendo as fronteiras entre concerto, teatro e instalação artística.

O encontro entre Novíssimo Edgar e Wagner Antônio une duas trajetórias reconhecidas por desafiar os limites das linguagens artísticas. Edgar consolidou seu nome como um dos artistas mais inventivos da cena contemporânea brasileira ao transitar entre música, poesia, artes visuais e performance. Ao longo da carreira, colaborou com nomes como Elza Soares, João Donato, Céu e BaianaSystem, além de apresentar trabalhos em importantes instituições culturais no Brasil e no exterior.

Já Wagner Antônio desenvolve uma pesquisa centrada na relação entre teatro, performance, arquitetura da luz e instalações. Em 2024, foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro na categoria Iluminação pelo espetáculo Um Jaguar por Noite, reconhecimento que reforçou sua investigação sobre o papel da luz como elemento dramatúrgico.

Em URUTAU, os dois artistas compartilham o processo criativo desde a concepção da obra, construindo conjuntamente a dramaturgia, a paisagem sonora e a experiência espacial. O resultado é uma criação que propõe novas formas de percepção, colocando o público no centro de uma experiência sensorial em constante transformação.

A estreia também marca o nascimento de VÉRTICE, iniciativa que passa a integrar permanentemente a programação do Instituto Capobianco. A proposta é convidar, todos os anos, um artista da música brasileira para desenvolver uma obra inédita em colaboração com criadores de diferentes áreas, transformando a música no ponto de partida para experimentações que dialogam com diversas expressões artísticas.

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