(Des)controle - Rosane Svartman fala sobre alcoolismo, família e o peso emocional do nosso tempo

Divulgação | Migdal Filmes

• Por Alisson Santos 

Com (Des)controle, Rosane Svartman mergulha em um território sensível e urgente; o alcoolismo feminino atravessado por crises emocionais, cobranças sociais e o colapso silencioso da vida cotidiana. Conhecida por transitar com segurança entre cinema, televisão e diferentes gêneros, a diretora aposta aqui em uma narrativa que equilibra drama e humor sem perder a densidade do tema, construindo um retrato humano, complexo e profundamente contemporâneo.

Ao longo do filme, acompanhamos Kátia, uma mulher aparentemente funcional, mas que carrega uma relação destrutiva com o álcool — um vício que não se manifesta apenas como dependência química, mas como sintoma de um esgotamento maior (Des)controle não busca respostas fáceis nem julgamentos morais. Pelo contrário; o longa convida o espectador a observar como o adoecimento emocional se infiltra nas relações, na família e na própria identidade.

Nesta matéria especial, cada um dos temas centrais do filme será aprofundado em vídeos exclusivos com respostas da diretora Rosane Svartman, que comenta suas escolhas criativas, reflexões pessoais e o processo por trás da obra.

POR QUE CONTAR ESSA HISTÓRIA AGORA?

O ponto de partida de (Des)controle nasce do desejo de falar sobre alcoolismo e crise emocional sob uma ótica menos estigmatizada e mais humana. Após anos explorando diferentes formatos e narrativas, Rosane reflete sobre o que a motivou a assumir esse projeto neste momento da carreira — e por que acredita que essa conversa é inadiável.

No vídeo a seguir, a diretora responde: O que a motivou a dirigir uma história sobre alcoolismo e crise emocional, especialmente após tanto tempo atuando em diferentes gêneros e formatos?
Um dos grandes desafios do filme está no tom, (Des)controle transita entre momentos de dor profunda e situações atravessadas por humor, sem nunca banalizar a dependência química. A escolha desse equilíbrio é estratégica; aproximar o público da personagem, sem suavizar o impacto do problema.

No próximo vídeo, Rosane comenta: Como equilibrar a sensibilidade necessária para lidar com o alcoolismo sem transformar o tema em algo trivial?
Kátia não é apenas uma mulher alcoólatra — ela é um retrato de um tempo marcado por cobranças constantes, idealizações de sucesso e a obrigação de dar conta de tudo. O filme dialoga diretamente com esse cenário de exaustão coletiva.

Assista à resposta da diretora para a pergunta: De que forma o contexto atual contribui para a desestabilização emocional de personagens como Kátia?
O longa marca a parceria de Rosane Svartman com Carol Minêm na codireção. A dinâmica entre as duas foi essencial para a construção do olhar do filme, que alterna rigor emocional e delicadeza narrativa.

Confira no vídeo: Como foi a experiência de codireção e como se deu a divisão — ou compartilhamento — do processo criativo?
Mais do que contar uma história, (Des)controle busca provocar reflexão. O filme não oferece soluções prontas, mas deixa perguntas ecoando; sobre cuidado, escuta, limites e a dificuldade de pedir ajuda.

Para encerrar, Rosane responde: Que reflexões ela espera provocar no público e qual mensagem gostaria que permanecesse após o filme?
O filme estreia em 5 de fevereiro nos cinemas.

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