Estados Unidos assumem administração interina da Venezuela e controle do petróleo após captura de Nicolás Maduro

Divulgação | EFE Notícias

• Por Alisson Santos 

Os Estados Unidos anunciaram neste sábado (3) que passarão a administrar a Venezuela de forma interina após a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa durante uma operação militar realizada em Caracas. A informação foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump, que afirmou que o controle do país será exercido por um grupo designado por Washington até a conclusão de um processo de transição de poder.

De acordo com o comunicado oficial, Maduro e a esposa foram retirados da capital venezuelana a bordo de um navio de guerra e seguem para Nova York, onde o ex-mandatário aguardará julgamento. As autoridades dos EUA não detalharam, até o momento, as acusações formais nem o cronograma do processo judicial.

Trump justificou a intervenção alegando a necessidade de estabilizar o país e garantir uma transição política “ordenada e segura”. Segundo ele, a administração interina terá como objetivo reorganizar as instituições venezuelanas e preparar o terreno para um novo governo.

Como parte do novo modelo de gestão, o governo norte-americano anunciou a entrada imediata de grandes companhias petrolíferas dos Estados Unidos no país. A medida, segundo Trump, busca recuperar a infraestrutura energética venezuelana e compensar ativos que teriam sido retirados de investidores norte-americanos durante o governo Maduro.

A estratégia prevê o restabelecimento do fluxo de produção e exportação de petróleo sob supervisão direta dos Estados Unidos, com foco na retomada da capacidade operacional do setor, considerado vital para a economia venezuelana.

Até o momento, não houve pronunciamento oficial de autoridades venezuelanas além do anúncio feito por Washington. A situação segue em desenvolvimento e deve gerar repercussões diplomáticas e políticas significativas na região e no cenário internacional.

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