Irã confirma a morte de Ali Khamenei após ataques dos EUA e Israel

Divulgação | Reuters

• Por Alisson Santos 

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, foi confirmado morto neste fim de semana após uma série de ataques militares coordenados pelos Estados Unidos e por Israel, informou mídia estatal iraniana neste sábado (28). A notícia marca um dos eventos mais dramáticos da política internacional nos últimos anos e cria um vácuo de poder sem precedente na República Islâmica do Irã.

Segundo os veículos de comunicação controlados pelo Estado iraniano, a morte de Khamenei foi confirmada após os ataques que atingiram instalações governamentais e militares em Teerã e outras regiões do país. A agência estatal Fars — tradicionalmente alinhada ao governo central — publicou mensagens indicando que o líder foi “martirizado” e que sua morte será marcada por 40 dias de luto público no país. 

Os ataques foram lançados de forma conjunta pelos Estados Unidos e Israel, numa operação militar de grande escala que, segundo relatos, visou alvos estratégicos iranianos e terminou atingindo diretamente o complexo onde Khamenei estava. Autoridades israelenses afirmaram que o corpo do líder foi localizado sob escombros após a ofensiva, segundo a agência Reuters. 

O presidente dos EUA, Donald Trump, publicou nas redes sociais que Khamenei estava morto, qualificando-o como uma das figuras mais “perversas da história” e defendendo os ataques como uma forma de “justiça”. A declaração de Trump foi amplamente divulgada antes do anúncio oficial iraniano, e ele chegou a pedir que forças iranianas depusessem as armas.

A violência no Oriente Médio não se limitou ao ataque inicial. Após confirmar a morte do líder, Teerã lançou uma série de contra-ataques com mísseis e drones contra alvos israelenses e bases militares americanas na região, intensificando o conflito já latente entre as potências. Ações de retaliação foram registradas em países vizinhos e têm afetado civis. 

Antes da confirmação da mídia estatal do Irã, diversas fontes internacionais relataram a morte de Khamenei com base em declarações de autoridades israelenses e fontes jornalísticas estrangeiras. Contudo, por várias horas, representantes do governo iraniano negaram oficialmente a morte, afirmando que o líder e outros altos funcionários estavam “sãos e salvos”.

Khamenei liderou o Irã por mais de três décadas, mantendo controle absoluto sobre o aparato político, militar e religioso do país. Sua morte cria um enorme vácuo de poder e coloca em xeque a estabilidade do regime teocrático iraniano, sem um sucessor claro anunciado até o momento. Observadores internacionais consideram que a estrutura de comando do Irã enfrenta agora uma crise sem precedentes.

Comentários