Paramount oficializa compra da Warner por US$ 110 bilhões e cria novo gigante global do entretenimento

Divulgação | MDH Entretenimento

• Por Alisson Santos 

A indústria do entretenimento foi sacudida nesta sexta-feira (27) com a confirmação de um dos maiores negócios da história de Hollywood; a Paramount Skydance oficializou a compra da Warner Bros. Discovery por aproximadamente US$ 110 bilhões, em uma transação que inclui pagamento em dinheiro e assunção de dívidas. A informação foi revelada durante comunicação interna a executivos e posteriormente confirmada por veículos internacionais, encerrando uma intensa disputa corporativa que também envolveu a Netflix. A Paramount inclusive já pagou U$$ 2,8 bilhões à Netflix pela rescisão do seu contrato com a Warner Bros.

O acordo estabelece o pagamento de cerca de US$ 31 por ação aos acionistas da Warner, valor considerado superior à proposta anteriormente apresentada pela Netflix, que optou por não cobrir a nova oferta. Com isso, a Paramount garantiu exclusividade na negociação e encerrou oficialmente a guerra de propostas que vinha movimentando o mercado nas últimas semanas.

A aquisição cria um novo gigante global de mídia e entretenimento, reunindo sob o mesmo guarda-chuva ativos de enorme peso cultural e comercial. Do lado da Warner entram marcas como HBO, CNN e o tradicional estúdio Warner Bros., enquanto a Paramount agrega sua estrutura de cinema, televisão e streaming. Analistas avaliam que a fusão fortalece a empresa combinada na disputa por audiência global, publicidade e assinantes em um cenário cada vez mais competitivo e fragmentado.

O movimento também é visto como uma resposta direta à consolidação acelerada do setor nos últimos anos, marcada pela ascensão do streaming e pela pressão por escala. A nova companhia passa a competir de maneira ainda mais agressiva com conglomerados como a The Walt Disney Company e gigantes de tecnologia com forte presença no audiovisual, como a Amazon.

Apesar do entusiasmo inicial do mercado, o acordo ainda precisará passar por análise de órgãos reguladores nos Estados Unidos e possivelmente na Europa, já que envolve concentração significativa de ativos em cinema, televisão aberta, canais pagos, produção jornalística e plataformas digitais. Especialistas apontam que a avaliação antitruste pode se tornar um dos principais desafios para a conclusão definitiva da transação, prevista para os próximos meses. A Paramount Skydance está planejando finalizar a fusão no terceiro trimestre de 2026.

Nos bastidores financeiros, o negócio também representa uma aposta de alto risco. O valor bilionário amplia a alavancagem da Paramount e exigirá integração complexa de operações, catálogos, estruturas de streaming e culturas corporativas distintas. Ainda assim, investidores reagiram de forma imediata à confirmação do acordo, refletindo a expectativa de que a escala ampliada possa gerar sinergias relevantes e maior poder de negociação no mercado global de conteúdo.

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